"Não importa a raça, não importa a sua religião, não importa a sua orientação política, não importa se é rico ou pobre ... todos partilhamos um elemento comum: O Corpo Humano."
A Exposição Real Bodies é a maior e mais completa exposição de órgãos e corpos humanos reais a passar por Portugal. Estará patente na Cordoaria Nacional. Real Bodiesapresenta mais de 350 órgãos e corpos humanos reais inteiros. Pode ainda encontrar órgãos afetados por várias doenças, permitindo ver como o corpo humano é condicionado pelas mesmas.
Esta é a sugestão para este fim de semana lançada por um Encarregado de Educação do 9º Ano A.
Grigoriy Yefimovich
Rasputin, ou mais conhecido por Rasputin, deriva do nome raspoutny que significa “depravado”. Este apelido ganhou devido a
ter tido uma juventude fora do comum.
Casou aos 19 anos com
uma camponesa, de quem teve 5 filhos. Seis anos após o casamento, acreditou ver
a vigem Maria no campo. Abandonou a família e seguiu em peregrinação. Fez várias
paragens em mosteiros, onde adquiriu conhecimento suficiente para se fazer passar
por religioso, era também reconhecido pela sua reputação de sábio e curandeiro.
Foi através de uma carta de recomendação de um bispo e depois de impressionar a
grã-duquesa Anastácia que conheceu a família real.
Ao saber que o herdeiro ao
trono era hemofílico, Rasputin ordenou que lhe deixassem de dar todos os
remédios que este tomava, naquela altura o efeito anticoagulante da aspirina
era desconhecido fazendo assim o rapaz melhorar. Três anos depois, o
herdeiro Alexis teve crises de hemorragia interna, Rasputin foi novamente chamado.
Este benzeu a família imperial e pôs se a rezar, após 10 minutos disse:”Abre
teus olhos, meu filho”, e a criança acordou com um sorriso na cara. Depois disto, a
imperatriz Alexandra deu-lhe grandes poderes políticos, era ele que assinava e
transmitia petições de promoções e nomeações. Em 1916 Rasputin era o homem mais poderoso da Rússia, exercia
um forte fascínio sobre o czar Nicolau II e sobretudo sobre a sua esposa, a
Imperatriz Alexandra Feodorovna.
A população achava este homem assustador, os nobres diziam que era o
responsável por toda a miséria que o pais passou na I Guerra Mundial, haviam
outros que insinuavam que este era amante da imperatriz e outros ainda pensavam
como o matar. Foi no ano de 1916, em dezembro, que Rasputin enviou uma carta ao
czar a dizer que pressentia que até ao fim desse ano ia ser assassinado,
escreveu também que se fosse morto nobres, estes iriam
entrar em guerra e em 25 anos não restaria um único nobre na Rússia e nenhum
filho ou familiar do imperador iria sobreviver, dois anos após a sua morte. Numa noite, Rasputin saiu de
casa, para se encontrar com o príncipe Felix Iussupov que, não o conseguindo
envenenar, dispara contra ele. Antes de o atirarem ao rio, conta a história que
Rasputin levantou-se e tentou estrangular o príncipe, tendo sido morto com um
tiro na cabeça e outro nas costas. O cadáver foi encontrado
e os assassinos foram descobertos, a autópsia revelou que este morreu afogado,
provando-se que Rasputin ainda estava vivo quando foi atirado ao rio.
Para czarina foi uma grande tragédia, pois viu desaparecer a pessoa em quem
depositava toda a sua confiança, a Rússia desmoronar-se e, um ano e meio após a morte de Rasputin, toda a sua família foi morta pelos
bolcheviques, confirmando a previsão escrita em carta por este homem.
Infelizmente começa a ser recorrente, nas aberturas de telejornal,
assistirmos a notícias sobre o aparecimento de infeções hospitalares e das
chamadas bactérias multirresistentes.
O assunto não é novo e já Alexander
Fleming, o cientista que descobriu o primeiro antibiótico (a penicilina), na década de 40 do
século XX, alertava para as implicações, na saúde humana, da utilização
excessiva destas substâncias.
Seguem os links para dois artigos sobre este assunto que achei particularmente
interessantes.
O Templo da Poesia, em Oeiras, recebe a exposição "A Viagem de Darwin". Conhece o naturalista Charles Darwin e a sua teoria que revolucionou o pensamento da humanidade.
Esta é a sugestão da professora Patrícia Carrilho, de Ciências Naturais, para o vosso fim de semana…
A papoila vermelha transformou-se no símbolo da Primeira Guerra Mundial graças a um cirurgião do Canadá, chamado John McCrae. O médico escreveu um triste poema em homenagem a um amigo que morreu durante o conflito, mencionando as papoilas vermelhas como o sangue nos campos da Flandres. Hoje, as flores podem ser vistas na primavera e começo do verão no local que durante a guerra foi a Frente Ocidental e servem para recordar todos os soldados caídos durante as batalhas.
Este ano, Londres foi a cidade escolhida pelos ingleses para recordar os seus soldados, mortos na Primeira Guerra Mundial.
Em
dezembro de 1914, soldados da Força Expedicionária Britânica ouviram soldados
alemães entrincheirados em Frelinghien, na França, cantando hinos natalinos e
viram que os oficiais haviam colocado pequenas lanternas e árvores Natal ao
longo das trincheiras. Os homens de ambos os exércitos começaram a trocar mensagens
e, no dia seguinte, todos concordaram em declarar uma trégua informal, passando
o dia na companhia uns dos outros. Durante a trégua, os soldados trocaram
presentes, jogaram futebol e tiraram fotos juntos. Esse dia transformou-se numa
das lembranças mais emotivas da Primeira Guerra Mundial, um momento no qual
inimigos permitiram que a compaixão triunfasse sobre as diferenças políticas.
Para
alguns, falar sobre o papel das mulheres na História ou no setor de trabalho
dos países ainda é algo recente. Pouco se lê sobre elas nos livros de História
e a sua participação em filmes históricos é quase sempre reduzida. E, quando
falamos sobre mulheres e guerras, as ideias parecem quase opostas. Mas, afinal,
elas participavam nos conflitos?
Nos
tempos atuais, estamos rodeados de notícias e reportagens que marcam
importantes conquistas das mulheres. Contudo, as mulheres nem sempre tiveram
oportunidade de obter as suas próprias conquistas, e as conquistas dos direitos
das mulheres são, hoje, resultado de lutas que duraram décadas e venceram
preconceitos.
Assim,
na I Guerra Mundial as mulheres trabalharam como operárias nas fábricas
(produção de armamentos, munições, embalagens e ferramentas); bombeiras;
guardas de trânsito; paramédicas; motoristas; etc., sendo que recebiam bem
menos do que os homens pelo mesmo serviço.
Por
outro lado, como as mulheres estavam agora no mercado de trabalho tinham de
adaptar o seu vestuário à ocasião, por isso passaram a vestir roupas mais
práticas, simples, de tecidos brancos e duradouros (as roupas extravagantes não
ficavam bem em tempo de guerra).
Neste
período, as mulheres tiveram oportunidade de provarem a sua habilidade em todos
os setores, o que levou a uma mudança de consciência por parte da população
face às capacidades trabalhadoras das mulheres.
No Palácio Nacional da Ajuda, até ao dia 20 de
janeiro, pode ser vista uma exposição de fotografias inéditas tiradas pela
última rainha portuguesa, a rainha D. Amélia.
Ela fotografava, não só o seu marido o rei D. Carlos,
e os seus filhos, como também eventos em que participava, como por exemplo
piqueniques ou viagens que fazia. Na família, já a mãe do seu marido, D. Maria
Pia, gostava de fotografar e foi considerada a verdadeira pioneira da fotografia
em Portugal.
Descobri esta exposição através de um artigo
publicado no Jornal Público, cuja hiperligação se encontra em baixo para
consulta de todos:
Após a sua leitura, considero que esta exposição deve
ser bastante interessante, porque já no tempo de D. Amélia, ou seja, finais do século XIX e inícios do século XX,
existia o gosto pela fotografia e o mais invulgar é ser uma rainha, a grande
adepta desta prática.
A palavra tanque que designa carro de combate, vem palavra inglesa tank.
Termo que os ingleses chamavam aos protótipos iniciais dos carros de combate na
Primeira Guerra Mundial para evitar chamar a atenção dos espiões inimigos,
enquanto essa nova “arma de guerra” era desenvolvida.
Considera-se que foi
Leonardo da Vinci, o criador dos primeiros projetos, desenhando um veículo com
canhões sobre rodas.
Séculos mais tarde, em plena 1ª guerra mundial, Winston Churchill tendo já visto a utilização de carros armados da Rolls-Royce, em 1914, e
sabendo do esquema secreto para criar um veículo de combate de lagartas, patrocinou
a Landships Committee para supervisionar o desenvolvimento
desta nova arma. O primeiro protótipo de um tanque criado com sucesso, com a
alcunha de "Little Willie", foi testado a 6 de setembro de
1915. Estes carros eram designados oficialmente por "tanques" para
manter em segredo o projeto. O termo foi utilizado para dar a sensação aos operários que os fabricavam que estes estariam a
trabalhar na construção de contentores de água com lagartas para o exército
Britânico.
Tiveram um papel muito importante durante
a primeira guerra mundial pois permitiram atravessar a “terra de ninguém”
(espaço não conquistado entre as duas trincheiras) sem serem atingidos. Para
defesa e ataque, o tanque tinha incorporadas metralhadoras e um canhão
principal rotativo. Graças à sua proteção blindada o tanque podia ser atingido
sem ser danificado, fazendo ricochete, tendo sido uma arma decisiva no desfecho
da 1ª Guerra Mundial.
Francisco
Fernando Carlos Luís José Maria de Áustria-Este (Graz, 18 de dezembro de 1863 -
Sarajevo, 28 de junho de 1914) foi um arquiduque da Áustria, chefe do ramo
cadete de Áustria-Este e herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro.
Filho varão
do arquiduque Carlos Luís (irmão dos imperadores Francisco José I da Áustria e
Maximiliano do México) herdou de seu primo, o duque Francisco V de Módena, a
chefia da Casa de Áustria-Este, tornando-se pretendente ao trono do extinto
ducado quando tinha apenas 12 anos de idade. Em 1889, com a morte do arquiduque
Rodolfo, único filho varão de Francisco José I, o seu pai tornou-se o primeiro
na linha de sucessão ao trono austro-húngaro, mas renunciou aos seus direitos
em seu favor. Sua morte, num atentado em Sarajevo, em 28 de junho de 1914,
despoletou a Primeira Guerra Mundial.
Apesar da fama do seu “mau feitio”, o
arquiduque ganhou a simpatia do público, em 1900, ao casar com uma dama da
corte, a condessa Sofia Chotek. O casamento ganhou as primeiras páginas dos
jornais na Áustria. Como membro da Casa Real de Habsburgo-Lorena, ele deveria ter
escolhido uma noiva de uma família real. A união com Sofia foi finalmente
autorizada com a condição de que seus filhos não fariam parte da linha de
sucessão ao trono austro-húngaro.
Sofia tem o título de duquesa mas não pode gozar de
privilégios normalmente oferecidos a pessoas dessa categoria. Em Viena, ela é
proibida de andar na carruagem real ou de se sentar nos camarotes reservados à
família real. Infelizmente a visita à Bósnia tinha caráter militar e a duquesa
Sofia estava ao lado do marido durante o desfile fatídico…
O hino nacional foi composto em 1890, por Alfredo
Keil e escrito por Henrique Lopes de Mendonça, como uma canção de protesto face
ao ultimato inglês, que exigia a retirada dos portugueses dos territórios entre
Angola e Moçambique. O hino afirmava a
independência e apelava ao patriotismo contra os “Bretões” (britânicos),
palavra que foi substituída na versão atual pela palavra “Canhões”. Na tentativa de afirmar a
independência e derrubar a coroa, os revolucionários republicanos cantaram,
pela primeira vez, a 31 de Janeiro de 1891 no Porto, "A Portuguesa".
Figura romântica que o cinema tornou eterna, Sissi,
a imperatriz Isabel da Áustria-Hungria, tinha tudo para ser feliz: uma beleza
deslumbrante, uma família que a amava e um casamento com o grande imperador Francisco
José.
A
realidade, no entanto era bem diferente. A imperatriz Isabel teve uma vida bem
trágica, refletida na obsessão com a sua imagem, tendo sido uma primeiras
figuras históricas diagnosticada com anorexia.
Nascida a 24 de dezembro de 1837 em
Munique, Isabel da Baviera foi imperatriz da Áustria. Casou-se com o Rei da
Hungria, Francisco I da Áustria, em 1854. Fruto deste casamento nasceram quatro
filhos, sendo que um deles acabaria por morrer ainda criança. A 8 de junho de 1867 juntamente com o marido,
Sissi foi coroada rainha da Hungria na sequência da assinatura
do compromisso austro-húngaro. A sua dificuldade de adaptação às rígidas
regras da corte de Viena e a sua preferência pela Hungria chocaram a
Áustria e isolaram cada vez mais Isabel da vida familiar e dos compromissos
oficiais, que procurou abandonar desde o seu casamento, por detestar o protocolo e
as obrigações impostas pelo título do marido. Isabel, com os problemas na Corte, tentou fugir através das viagens que realizava. Tornou-se uma personagem neurótica e angustiada, acentuada com a morte do filho, gastou fortunas em roupa e a sua figura tornou-se a sua principal preocupação. A imperatriz acabaria por morrer a 10 de setembro de 1898, com sessenta anos na Suiça.
Cem anos de
mudanças e de contrastes, emergem e desaparecem as mais diversas
ideologias políticas. A inovação tecnológica é capaz de levar o homem ao espaço
ou à destruição. É o século dos mais celebrados ritmos musicais de todos
os tempos, do cinema e da televisão. Novos horizontes se abrem no plano
artístico. É o tempo de Einstein, de Ford, de Hitchcock, de Picasso,
de Fleming, deJimi Hendrixe da guitarra elétrica mas é também o
século de Hitler, Mussolini, Stalin, Mao Tsé-Tung e tantos outros.
Tendo como tema o século XX, este blogue pretende ser um
pequeno espaço de partilha de curiosidades e interesses que não foram abordados
em sala de aula mas que não deixam de ser um pouco da nossa história.